Como bem cantou Belchior, “ano passado eu morri mas esse ano eu não morro”.
No melhor clichê véspera de epifania, estava eu tomando meu banho morno, deixando a água escorrer pela nuca com todo o cuidado pra não molhar meu coque mulambento, pensando nos aniversários passados quando notei que em 2017, 2018 e 2019, nessa mesma época, eu sofria por causa de diferentes homens.
Este ano não sofro. Não escrevo isso numa espécie de promessa ou de marco divisor de águas. É um fato. Simplesmente, não entou sentindo sofrimento.
Nem por homem, nem por mim.
Pode ser a Lua ou o Sol em um planeta regente agindo em meus nervos. Só sei que eu sinto uma energia positiva ondulando pelos meus dedos.
Eu dediquei muito tempo em mim nestes últimos dois anos e finalmente sinto que estou colhendo cada busca por autoconhecimento, cada doída reflexão de meus atos, cada comemoração de minhas alegrias.
Então, mesmo que as vezes eu ainda fique aborrecida, eu consigo assumir as rédeas do meu desconforto e me apaziguar com os sentimentos.
Finalmente, quebrei aquele ciclo de dor ano após ano por causa de outras pessoas, mas principalmente, pela minha incapacidade de me recompor.
E, se a meta é ser feliz, a forma é me bastando.

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