Descoisaria danada!

De tanto não saber o que sentir

Deu pra afogar em copo d’água meio vazio

Engasgando pedaços de nada com tudo

Na maior bagunça contemplativa.

.

De tanto querer sentir certo

Ficou em dúvida se era coragem ou bobagem

Tropeçou no pensamento que espatifou no chão

Não deu pra escapar da perfuração na sola do pé e da fé

.

Mas não sangrou

Parou observando aqueles machucados

Superficialidades exageradas pra ter o que contar

.

De tanto querer colocar nomes nisso e naquilo

Só conseguiu concluir que

Nada deveria ganhar bordas

Que deveria seguir descoisada essa danadaria!


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