De tanto não saber o que sentir
Deu pra afogar em copo d’água meio vazio
Engasgando pedaços de nada com tudo
Na maior bagunça contemplativa.
.
De tanto querer sentir certo
Ficou em dúvida se era coragem ou bobagem
Tropeçou no pensamento que espatifou no chão
Não deu pra escapar da perfuração na sola do pé e da fé
.
Mas não sangrou
Parou observando aqueles machucados
Superficialidades exageradas pra ter o que contar
.
De tanto querer colocar nomes nisso e naquilo
Só conseguiu concluir que
Nada deveria ganhar bordas
Que deveria seguir descoisada essa danadaria!

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