Apesar de ter 16 episódios com cerca de 70 minutos cada um, devorei essa série em apenas 4 dias.
Essa foi minha terceira série sul-coreana. Nas últimas duas semanas, elas têm sido meu abrigo no mundo isolado que me encontro e na solidão que estava me abatendo.
Ela – a série, não a solidão – tinha um pouco (ou muito) de muitos estilos que gosto: fantasia, romance e ação. Adoro o desafio de tentar desvendar o que vai acontecer antes e costumo acertar bastante, mas não nessa série.
Tem o ator que veem ganhando minha curiosidade, o Lee Min-ho, o que por si só é curioso. Ele estava na primeira série sul-coreana que assisti, Boys over Flowers – que falei aqui – mas eu não torci por ele e ele não foi o ator e nem o personagem que ganharam meu coração e mesmo assim assisti outras duas séries por causa dele.
Essa série é linda – O Rei Eterno, não Boys over Flowers, embora tenha gostado muito. Os figurinos, os cenários, as críticas políticas e sociais nem sempre tão sutis, mas bem colocadas, as câmeras lentas que me fizeram tantas vezes perceber que eu chegava a segurar a respiração junto com o momento e só voltava a respirar depois, a trilha sonora tão sonora.
Algo que segue me encantando nessas produções sul-coreanas que tive contato é a valorização de alguns gestos como dar as mãos, abraços e um beijo na testa. Entendo que culturalmente lá pra eles sejam gestos grandes, mas aqui, no meu metro quadrado ocidental, quantas vezes esses gestos foram vazios e não significaram nada.
Adoraria voltar a sentir a mágica e a beleza desses pequenos encontros que deveriam ser as cenas felizes que vamos congelar na mente e nos lembrar para sempre, como aquela tarde de passeio de carro pra tomar sorvete na cidade vizinha com a minha tia. Aquele sentimento, aquilo ficou pra sempre como uma de minhas memórias mais felizes.
Mas voltando à série, acho que foi um presente quando eu mais precisava de afeto. Como será que eu seria em outros mundos?
Espero que mais encontrada.

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