Eu gostei de ler Pedro Páramo

Terminei hoje de ler o romance Pedro Páramo do mexicano Juan Rulfo.

“Em minha vida, há muitos silêncios. Na minha escrita, também.”

Eu gostei muito dessa experiência, embora entenda quem não tenha apreciado a leitura.

Dos destaques que me encantaram o primeiro é o profundo conhecimento do autor sobre a época, cultura e costumes de onde escolheu ambientar seu livro.

Isso permitiu um estilo de escrita simples mas assertivo. Era muito fácil entender e visualizar as cenas que narrava, sentir o calor e a terra vermelha. Achei muito fluido o ritmo e cadenciado.

“A linguagem de seus personagens é sempre a mais próxima possível da fala do campo. O cenário é descrito com exatidão: nada sobra, nada falta. Há sempre expressões populares, porque o narrador é, sempre ou quase, um homem do campo. “Eu não queria falar como um livro escrito, mas escrever como se fala”, disse Rulfo em mais de uma ocasião” (prefácio)

O segundo ponto que me impressionou foi a consistência e a clareza da intenção ao longo de todo o texto. Daquilo que queria transmitir e causar de efeito no leitor. As escolhas de palavras, de adjetivos, foram todos muito bem escolhidos e colocados. Sem excessos, sem rodeios e com um propósito claro.

Um livro curto e rápido de ler, como a maioria nem deve mais estar acostumada. Depois de “não julgue um livro pela capa”, estreando “não julgue um livro pelo tamanho”.

Enfim, esse livro sempre será especial pra mim. Comecei a le-lo na internação do Hospital Veterinário pra Carpet, minha gatinha que virou estrelinha. Nas visitas a ela pensei que escutar minha voz poderia ajudar, então fiquei lendo para ela.


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