É isso mesmo, assim, na lata. Pá!
“Ah, Aninha, vai me dizer então que atingiu o nirvana?”
Com certeza não, mas quem me dera.
Eu apenas aprendi a errar, a ter defeitos, a me frustrar, a praticamente não ter mais expectativas.
Aprendi a cuidar do meu dinheiro, embora ainda não tenha completado minha reserva de emergência e de quitar as últimas dívidas, agora falta pouco pra só me preocupar pra onde será minha próxima viagem.
Me apaixonei por cuidar de mim. Fazer exercícios (me tornei uma yoger apaixonada), comer bem, beber muita água.
Tornei o hábito de buscar autoconhecimento uma rotina. Escrevo meu diário, leio meu guia de influências e céu da semana, medito, uso incensos, velas, reike, documentários, perfis pra seguir que me engrandeçam.
Minha mente também virou parte dos meus carinhos diários. Ler e escrever principalmente. Retomei com ainda mais força essas paixões no último ano. Fiz vários cursos interessantes também, como xadrez, bordado, as bailarinas de Edgar Degas, cursos de escrita criativa, de criatividade, e pretendo começar outros tantos mais. Ser curiosa é uma dádiva.
Que não se importa com passar a roupa e nem em pendurá-la com pregador no varal. Que geralmente é quem está rindo admirada de alguém quando viram e falam: “olha que rídiculo”. E eu sé pensando que invejo a liberdade, autenticidade, coragem e felicidade daquele ser.
Aprendi onde dedicar meu tempo, a ter propósito, a desapegar – de coisas e pessoas – a ficar em silêncio.
Me tornei a pessoa que prefere ter paz a ter razão. Não só com os outros, mas principalmente, comigo mesma.
Eu me melhoro. Eu me amo.

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