Há alguns meses, a almofada pequena, meio atarracada, ganhou uma nova capa.
Lembrava uma saca de café com um varal de pássaros em tons amarelos, vermelhos e suas variações em degradê.
De manhã, era centralizada com as demais almofadas da cama. De noite, ao chão pertencia. Ia e vinha.
Mesmo indo e vindo por vários ciclos de trinta, sua harmonização com o entorno parecia deficitária.
Se não aqui, então onde?
De manhã, encaixou sua estatura perfeitamente entre os braços aveludados da poltrona de ler. Assim virou cenário posto de revista. Que belezinha.
Agora, a almofada não ia mais ao chão e o gato acolhia.

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