Como nasceu o Escreveler?

Sempre amei ler e escrever. Fazia jornal da família na máquina de escrever laranja que hoje decora minha sala. Adorava contar histórias. Meu pai sempre fala de uma dessas redações “escreva sobre suas férias” em que eu fiz a minha, bastante mais humilde em termos de orçamento, parecer mais legal que muita Disney.

Eu afinal, fiz jornalismo. Sigo pelo marketing. A biblioteca pessoal juntou centenas de títulos. Mais tantas outras de cursos. A vida foi acontecendo, e minhas fantasias de menina ficaram também na prateleira. À vista, sempre.

Na pandemia, resolvi fazer mais cursos, mas dessa vez de escrita de romance. Tive alguns bons textos, mas na hora de tentar formatar um livro mesmo, não ficou bom. Mas eu me diverti. E em vez de desanimar, pensei: “se hoje livro não é o caminho, qual será?”, pois uma coisa era certa, queria fazer algo envolvendo leitura e escrita.

Dessa frustração reflexiva o Escreveler começou a ganhar de fato um formato palpável. Se tem algo que gosto tanto de fazer quanto escrever ou ler, sem ser tomar café, é ajudar os outros. Pronto, a partir dali fui bombardeada com diversas sincronicidades que me faziam acreditar que esse era o caminho a seguir.

O Escreveler é a união do meu sonho de trabalhar com escrita e leitura ajudando outras pessoas a se desenvolverem.

E sabia por onde começar, pelos meus próprios aprendizados, estudos, conhecimento e práticas pessoais.

Em 2017, eu tive um colapso total. Pessoal, profissional, físico. Eu era a personificação de sem valor percebido. Mas, neste mesmo ano, de uma forma catártica, eu me revoltei com minha situação. Pois ninguém fica assim em uma semana, foram anos permitindo tantas coisas até sucumbir por completo.

Eu, literalmente, peguei uma folha sulfite e listei tudo o que mais me incomodava, que eu não suportava mais. Listei como não me sentia bonita e isso me deixava desconfortável para estar com outras pessoas, me deixava insegura e constantemente me comparando; falei de como não sabia se eu era boa no que eu fazia profissionalmente e que estava infeliz com minha renda, não dava para realizar meus sonhos; como eu não tinha sorte e sempre tudo dava errado.

Depois que despejei isso na folha. Em seguida fiz a pergunta de como eu quero me sentir na verdade. Então escrevi que gostaria de me sentir confortável comigo mesma; que queria uma renda melhor; que gostaria de ser dona da minha sorte.

E acredite, desenhei 3 colunas, para cada uma dessas vontades, tudo na base da bic carcomida e papel A4. Comecei a escrever várias ações, atitudes práticas que eu poderia fazer, sob meu controle, para me tornar essa pessoa.

Coisas como: ir na nutri, me exercitar, experimentar novas atividades, fazer um curso de automaquiagem, fazer pós e outros cursos, buscar me aproximar de pessoas da área de marketing e trocar mais conhecimento, não aceitar um emprego por aceitar, achar um bom local, buscar pro-ativamente um novo emprego, buscar freelas para complementar a renda (cheguei a escrever quanto eu queria de renda, logo quanto de salário e de freelas seria o ideal), fazer terapia, experimentar outras técnicas de autoconhecimento, entre outras atitudes mais.

Assim, escrevendo, texto corrido, na emoção, na sinceridade. Mas, em menos de 30 minutos eu tinha um bom plano. E que se confirmou ser bom mesmo.

E assim nasceu o Escreveler. Eu precisava dele, e o fiz ao longo de todos esses anos. Agora vou disponibilizá-lo para quem se interessar. Para quem, assim como eu, não tinha uma resposta pronta, nenhuma certeza, muitas dores e angústias, mas a disposição de lutar com todas as forças para ser responsável pela própria história.


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