Retirava minha xícara laranja do microondas onde requentava meu café.
Lá estava ela, quebrada no chão. Café esparramado no piso frio, um pouco na parede, bastante na bancada.

Segundos entre meu vazio e meu desespero. Agachada chorando enquanto recolhia aqueles cacos que outrora foram uma feliz caneca, assim como minha alma.
Só implorava para que me deixassem em paz. O universo, a vida, o encosto.
Alguns punhados de minutos passam. Cozinha limpa, novo café passado, vazio de volta. Toda a ordem anterior restaurada.
Vida e café requentados.


Deixe uma resposta